segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
A dúvida ...
Penso em fugir, desaparecer. Quero dizer, e se eu simplesmente não ligar mais? Não mandar mais mensagem? Não entrar no facebook? E se eu não der mais sinais? Será que me irias procurar? Ligar? Deixaria um recado? És dono de ti, sempre a ir embora, a não ligar, acreditando que estarei sempre aqui. Mas me disseram-me uma vez, que quando estamos sempre aqui, viramos parte da mobília, papel de parede. Talvez eu tenha virado um papel na tua parede, um enfeite na tua prateleira. Quando precisas, está ali, e quando não queres, também não incomoda. Mas eu tenho vezes em que choro, eu fico triste, eu quebro. E custa. Estou-me a sentir sozinha. Porque? Tu apareces, tu vens para mim, tu vês-me, tu falas-me, tu sorris. E então depois voltas a desaparecer.. É como se não te importasses. Eu sinto a tua falta. Quero desabafar, quero chorar, quero gritar, quero rir, quero contar as novidades, quero dar a conhecer e quero conhecer, e onde estas? Eu tenho que implorar migalhas do teu dia-a-dia, Tenho mesmo? Será que valho tão pouco assim? Será que sou tão insignificante? Assim sem interesse? Desculpa se tenho saudades do que um dia passamos, se tenho saudades de ir ao sítio em que marcamos estar juntos e ver tu a vires na minha direcção para estares comigo. É parvo e pode ser insignificante pra ti, mas eu gostava de te ver caminhar para mim. Gostava de quando chegava o momento que agente se via e tu me pegavas ao colo e davas um beijo. Tenho saudades de quando me puxavas para o teu colo, e de quando te levantavas e abraçavas-me. Eu sei que tudo o que chega também se vai. Já não é novidade. Mas a dor é sempre maior, os estragos são sempre piores. E um dia, um dia será tão grande, que será impossível para mim repará-lo. Tão impossível, que já não vou querer consertar. Talvez eu deva permanecer assim, afastada e fria, desconfiada e insegura.
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